quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Yann Tiersen

Yann Tiersen nasceu a 23 de 1970 em Brest, França, em Rennes estudou violino, piano e regência orquestral. Formou-se em música clássica e já em adulto dedicou-se ao Rock, mas só mais tarde, em 1980, é que se dedicou à composição de musicas para peças de teatro, trabalho esse que o levaria a compor bandas sonoras de filmes como "O Fabuloso mundo de Amelie Poulain" e "Good Bye, Lenim".
A sua música é caracterizada não só por assumir algumas semelhanças com a de Erik Satie mas também por aproximar-se músicos minimalistas tais como Philip Glass, Steve Reich, (entre outros).

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Ennio Morricone



A 10 de Novembro de 1928 Roma vê nascer aquele que viria a ser um músico, compositor, "arranjador" e maestro; Ennio Morricone.
Estudou trompete, em 1946 graduou-se ganhando o trabalho de "Arranjador" de um cabaré e um ano mais tarde é contratado como compusitor.
Até que se estreia na criação de bandas sonoras para filmes com o filme "Por um punhado de dólares", depois com Por uns Dólares a Mais (1965), o Bom, o Mau e o Feio (1966), Era Uma Vez no Oeste (1968), A Fistful of Dynamite (1971) tornando-se assim famoso.
Mas ao longo desse tempo foi sempre trabalhando à parte em obras suas como "Concerto para orquestra 1" (1957) "Fragmentos de Eros" (1985); "Rag despedaçado" (1986), "Cantata para a Europa" (1988), "UT", para trompete, cordas e percussão" (1991); "Sombra Extremo Presença" (1997), "Vozes do Silêncio" (2002), "Sicília e outros fragmentos" (2006); "Full Empty Soul" (2008).
Na sua longa carreira, Ennio Morricone conta mais de 500 bandas sonoras de filmes e diversos prêmios, incluindo oito tiras de prata, cinco BAFTA, nomeado para cinco Oscars, sete David di Donatello Awards, três Golden Globe, um prêmio Grammy, um European Film Award, além do Leão de Ouro Carreira OSCE. Em 2009, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, assinou um decreto que nomeia Ennio Morricone para a ordem de classificação de Cavaleiro da Legião de Honra.
Recebeu ainda 27 discos de ouro, sete
de platina e três placas de ouro. Em 1981 o prêmio de "record Crítica" para a música do filme "Il Prato".

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Luciano Berio


Oneglia 24 de Outubro de 1925, é neste dia que nasce um dos compositores italianos do período vanguardista... Luciano Berio!
Filho de músicos, aprende desde cedo a tocar piano ensinado pelo pai e pelo avô ambos eles organistas. Na sua adolescência é chamado para ir para a guerra onde fere uma mão incapacitando-o assim de tocar piano.
Terminada a 2ª guerra mundial Berrio inscreve-se no Conservatório de Milão e dada a impossibilidade de tocar piano dedica-se à composição musical.
E em 1947 as suas composições são apresentadas ao público.
Num trabalho conhece a mezzosoprano Cathy Berberian e tornam-se marido e mulher algum tempo depois de ele se diplomar no conservatório.
Em 1951 Luciano vaia para a América com o fim de aprofundar os seus conhecimentos com o mestre Luigi Dallapiccola e os dois discutem acerca da dodecafônia.
É aí que Luciano descobre o seu interesse pela musica electrónica, acabando mesmo por fundar um estúdio em Milão em 1955; e foi a partir daí que também começaram a haver os "Encontros Musicais" organizados por ele.
Já em 1960, Berio, Viaja de novo para a América trabalhando com vários músicos conhecidos e mais tarde funda o Juilliard Ensemble, um grupo dedicado à execução de música contemporânea.
Luciano vence o Prix Italia em 1966 com o tema Laurintus II.
Funda em 1987 a Firenze Tempo Reale, centro de produção, pesquisa e didática musical, a fim de investigar as aplicações das novas tecnologias no campo musical.

Em 1994 é nomeado Distinguished Composer in Residence (Emérito Compositor Residente) na Havard University, onde permanece até o ano 2000. Empenhou-se também como Maestro de orquestra, continuando a trabalhar tanto como compositor como Maestro até os últimos dias de sua vida. Em 2000 é nomeado presidente e superintendente da Academia Nacional de Santa Cecília, em Roma, sendo inaugurado durante o seu mandato, em 2002, o novo Auditorium Parco della Musica.

Morre em 2003, num hospital em Roma, pouco depois de ter finalizado a peça Stanze.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Michel Legarnd


Em 1932 nascia em paris Michel Legrand, um dos maiores compositores de bandas sonoras de filmes tais como:
  • Les Misérables;
  • Prêt-à-Porter ;
  • Les Parapluies de Cherbourg;
  • Windmills of your Mind;
  • Summer of 42;
  • Une Femme est une Femme;
E a prova do seu sucesso são os 3 óscares que ele arrecadou até hoje.
Durante a sua carreira compôs também musicas jazz mais tarde interpretadas por alguns dos maiores nomes deste gênero destacando-se Peter Nero.


segunda-feira, 26 de julho de 2010

Jean-Baptiste Lully


















Contados os 28 dias de novembro de 1632 nasceu em Florença Giovanni Battista Lulli (mais tarde Jean-Baptiste Lully).
Aos 14 anos de idade Lully é contratado para ensinar Italiano à prima do rei Luís XIV, Mademoiselle de Montpensier.
Foi já em 1662 que o então professor de italiano iniciou a sua vida de violinista na corte francesa, e pouco tempo depois do sucedido era ele o director do grupo
Petits violins.
Mais tarde, no ano de 1671, foi declarado compositor oficial do rei e 3 anos depois subiu ao cargo de mestre de música da Família Real Francesa.
Foi ele quem levou a ópera até França onde escreveu um vasto número de obras deste género que eram diferenciadas pelo facto da importância dada à arte cénica ser maior do que o habitual, do estilo das danças serem diferentes do usual da altura e de escreve-las integralmente em Françês contrariando o habitual uso do italiano.
Lully fundou a Academie Royale de Musique, que se tornou mais tarde a famosa Grand Opera.
Em 1687 Lully atinge violentamente o próprio pé com a sua bengala (instrumento utilizado para reger uma orquestra antes da invenção da batuta) enquanto executava um Te Deum, morrendo alguns dias depois, em Paris, vítima de septicemia.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Fernando Lopes-Graça


Fernando Lopes-Graça nascido a 17 de Dezembro de 1906 em tomar foi um dos maiores compositores de música em Portugal.
Aos 14 anos começou a trabalhar como pianista no Cine-teatro de Tomar tocando músicas de compositores contemporâneos como Debussy, mais tarde frequenta o conservatório de Lisboa onde aprende com grandes professores entre eles o grande pianista Vianna da Motta, acabando o curso com as notas mais altas a piano e solfejo.
Já em adulto é preso pela polícia política e desterrado para Alpiarça.
Mais tarde surge-lhe a oportunidade de ir estudar música para paris, mas a mesma é lhe negada pelo governo, mas mesmo assim Lopes-Graça parte e estuda composição e orquestração com koechlin.
É autor de grandes obras entre elas o Requiem pelas vítimas do fascismo, Acordai, concerto para violoncelo, etc.
Morre em Cascais a 27 de Novembro de 1994



quarta-feira, 23 de junho de 2010

Nervos "pré-actuacionais"


















Hoje não me vou focar num músico famoso, não vos vou falar daquele homem idealizado com o seu saxofone ao luar, a improvisar quem sabe, mas não, hoje quero-vos falar das emoções de um músico, quer seja ele experiente ou inexperiente.
Na vida musical existe sempre uma "disciplina" que nos acompanha ao longo de todo esse percurso, talvez a mais difícil de todas vulgarmente chamada por "Actuações públicas", "Audições", mas sejam o que forem constroem quase sempre obstáculos:

  • A ansiedade...
  • O nervosismo...
  • O medo...
Aposto que vocês devem se estar a perguntar, «Mas porquê estas mariquices todas? Não é nada demais simplesmente vai tocar em frente a uma plateia. É um ensaio só que com mais gente, vai tudo correr bem!" A verdade é que naquela altura o músico não pensa assim, pensa que aquilo é uma espécie de um teste, que é através daquela pequena peça que ele vai tocar que as pessoas mais tarde irão comentar se ele toca bem ou mal, para nós está ali o momento de brilhar e mostrar-mos o que valê-mos, mas os nervos vêm e estragam tudo (...) e quando isto acontece nós pensamos «Sou fantástico... em 5 minutos consegui estragar o trabalho de meses...» e sabem o que me irrita mais é que depois de me enganar uma vez fico a pensar no erro e já não consigo ouvir a musica, eu toco-a mas não me lembra música, faz me lembrar antes notas soltas...
Nesta segunda-feira falei disto com o meu professor de piano e ele disse-me « Não te preocupes com isso, porque se o público não for ignorante eles esquecerão os teus erros e irão avaliar se tocaste bem nas partes em que não erraste!»
O que me preocupa é que a maior parte das pessoas que vão à audição são os pais que vão ver os filhos tocar (com todo o respeito, mas creio que 20% das pessoas que me viram na audição do segundo período não percebiam nada de música, 5% não ouve música, 15% no gostaram da música porque ouviram a 1ª parte e pensaram «Jazz, não gosto», os restantes 50% eram professores, lugares vazios e pessoas entendidas ou "parcialmente entendidas".
Desculpem-me o testamento mas eu tinha que desabafar. Muita coisa ficou por diser, mas guardarei o resto para se voltar a ficar nervoso e me enganar na próxima audição.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Ella Fitzgerald
















Um dos nomes mais estonteantes do Jazz foi (e é) Ella Fitzgerald. Apesar de ter morrido a 15 de Junho de 1996 a sua voz ficou para sempre eternizada nas músicas que interpretou;

"Com uma extensão vocal que abrangia três oitavas, era notória pela pureza da sua tonalidade, da sua dicção impecável, bem como uma habilidade de improviso "semelhante a um instrumento de sopro", particularmente no scat."

A sua voz entoou nos palcos maiores do Jazz durante 59 anos, tempo suficiente para arrecadar 14 Grammys, 1 Medalha Nacional das Artes e a Medalha Presidencial da Liberdade.
Durante a sua vida trabalhou com grandes nomes do Jazz (como Duke Ellington, Louis Amstrong), trabalhou no cinema e na televisão e
Alguns dos seus sucessos foram:

  • Love and kisses;
  • Flying Home;
  • Oh, Lady be good;
  • Satin Doll;
  • Round Midnight;
  • The man I love;
  • Misty;
  • Summertime.

(Fiquem com um vídeo que dá uma ideia da magnificência de Ella, aconcelho o segundo vídeo para quem nunca ouviu Ella, mas tanto o primeiro como o segundo são excepcionais)

segunda-feira, 31 de maio de 2010














Sou pianista e como músico agrada-me qualquer estilo de música. Conheço vários compositores, vários instrumentistas e vários cantores/as excepcionais sobre os quais vos quero falar.
O meu compositor favorito é Philip Glass, gosto de ouvir Ella a cantar e algumas obras clássicas entre elas destaco certos Requiem's.
Com alguma regularidade (talvez semanal) falar-vos-ei de uma figura musical diferente.
Espero que gostem,

Philip